Tônico contra calvície vira caso de Justiça após promessa enganosa

Prometer cabelo novo em poucos dias pode parecer tentador, mas quando essa promessa não tem base real, o resultado pode ir parar na Justiça. Foi exatamente isso que aconteceu com uma empresa condenada por propaganda enganosa ao vender um tônico capilar que prometia combater a calvície em apenas 20 dias.

A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e virou notícia em diversos veículos nacionais.

O que aconteceu

De acordo com os processos divulgados pela imprensa:

  • O produto era anunciado como capaz de estimular o crescimento capilar e interromper a queda em até 20 dias.
  • O consumidor adquiriu o tônico acreditando nessa promessa.
  • Após meses de uso, não houve melhora e, segundo o relato, a queda de cabelo teria se intensificado.

A Justiça entendeu que a publicidade criou uma expectativa irreal no consumidor e que a empresa não apresentou comprovação suficiente para sustentar as promessas feitas.

Como resultado, a empresa foi condenada a pagar R$ 3 mil por danos morais.

Por que a propaganda foi considerada enganosa

Segundo a decisão judicial, a condenação se baseou em pontos claros:

  • A publicidade afirmava resultados praticamente garantidos, sem alertas ou ressalvas.
  • Dados técnicos apresentados no processo indicaram que a eficácia real do produto era limitada, longe do que era divulgado.
  • Não havia comprovação científica sólida que sustentasse a promessa de crescimento capilar rápido.

O relator destacou que, quando um produto mexe diretamente com autoestima e imagem pessoal, como é o caso da calvície, a frustração gerada por falsas promessas pode sim gerar dano moral.

O que esse caso revela sobre o mercado capilar

Esse não é um episódio isolado. O mercado de produtos capilares, especialmente os voltados para queda de cabelo e calvície, é um dos que mais utilizam promessas exageradas para atrair consumidores.

Órgãos como a Anvisa e o próprio Código de Defesa do Consumidor deixam claro que:

  • Nenhum cosmético pode prometer cura de doenças.
  • Resultados devem ser apresentados de forma clara, proporcional e verdadeira.
  • Alegações milagrosas ou garantidas podem caracterizar propaganda enganosa.

Nos últimos anos, outros produtos cosméticos e capilares já foram suspensos ou retirados do mercado por irregularidades semelhantes.

O que o consumidor pode aprender com isso

Antes de comprar qualquer produto que prometa resolver calvície ou queda capilar rapidamente, é importante:

  • Desconfiar de promessas como “resultado garantido” ou “cabelo novo em poucos dias”.
  • Verificar se o produto possui registro ou notificação na Anvisa.
  • Buscar informações sobre estudos científicos reais, não apenas depoimentos.
  • Entender que calvície, na maioria dos casos, envolve fatores hormonais, genéticos e inflamatórios — e não soluções simples.

Calvície não se resolve com promessa rápida.
Cada caso tem causa, estágio e abordagem diferentes.

Por isso, eu trabalho com protocolos personalizados, baseados na causa real da queda capilar — não em promessas vazias.

Acesse o link e entenda qual abordagem faz sentido para o seu caso.

Fontes

CNN Brasil – Reportagem sobre a condenação da empresa por propaganda enganosa
O Tempo – Matéria sobre o tônico capilar que prometia fios em 20 dias
Migalhas – Análise jurídica da decisão do TJDFT
Metrópoles – Notícia original sobre o caso no Distrito Federal
Anvisa (gov.br) – Orientações oficiais sobre propaganda enganosa de produtos
IstoÉ – Casos de suspensão de cosméticos e tônicos capilares

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